domingo, 7 de agosto de 2011

FAZ SENTIDO?

AQUI NAS ALAGOAS, para evitar/coibir/diminuir os recorrentes assaltos na saída dos bancos o [des]governo deu algumas idéias marotas, tais como que os bancos devem instalar tapumes que impeçam os demais clientes das filas vejam o que se passa entre o caixa e o cliente da vez; ou que se proíba a utilização de aparelhos celulares dentro dos bancos.

APÓS REFLETIR SOBRE essas propostas, percebi que a segurança pública deve, NECESSARIAMENTE, ficar por conta do Estado. Afinal, pensem comigo, quem pagaria uma empresa de segurança que além de não fazer porra nenhuma para EVITAR OS ASSALTOS ainda quer obrigar que as pessoas se virem para evitá-los? Só sendo OBRIGADO mesmo, ou, como queríamos demonstrar, se a segurança for monopólio estatal, pois no livre mercado a Secretaria de Segurança Pública já teria falido HÁ ANOS [e o caso do "NUNCA reaja"? Querem que a gente se vire e nem assim liberam que, ao menos, possamos fazer a defesa legítima de nossos bens. Um homem, uma arma: quero ver assaltos num lugar desses. No mercado livre, teríamos a propaganda: "NUNCA REAJA! Deixe que nossos homens ajam por você. segurança garantida. Ènòiz Seguros .40"].

ENQUANTO EU REALMENTE tenho minhas dúvidas de como funcionaria a segurança no livre mercado, a única certeza que tenho é de que NÃO SERIA ASSIM. Du-vi-do que seria.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Marxismo de panfleto

Hoje, um amigo meu que trabalha num dos melhores restaurantes daqui, disse que 5 professoras da UFAL (Universidade Federal de Alagoas), todas marxistas, estavam no restaurante, debatendo e concordando com os argumentos de Marx, e ele, o meu amigo é adepto da Escola Austriaca de Economia, e estava lendo hj mesmo o Ação Humana que eu mesmo emprestei para ele. Como ele estava atendendo elas, ele não podia bater de frente, mas sutilmente quando ele estava passando o cartão de crédito delas para pagar a conta, elas perguntaram se ele concordava com o que elas diziam, ele disse que era adepto da Escola Austriaca, e que tudo que elas estavam dizendo era contra o que ele acreditava/sabia [para mim a Escola Austríaca é a única escola de economia que conseguiu prever com acurácia os ciclos econômicos e a crises imobiliária dos EUA (ver Peter Schiff) ou seja a que é logicamente correta], e como eu acho que elas nunca ouviram falar de Escola Austriaca, elas disseram, que ele era muito inteligente e desenrolado, mas não contestaram nenhum argumento dele. Então, 5 comunistas, em um dos restaurantes mais caros daqui, debatendo sobre marxismo e concordando com todos os argumentos de Marx, mas usufruindo de todas as benesses do capitalismo, como poder sair para beber e conversar em um restaurante chique. E com dinheiro público, já que elas são funcionárias da UFAL, e recebem dinheiro de impostos (roubo), de todos os cidadãos... Seria bom elas passarem um temporada em Cuba e curtir a tarde toda numa fila para pegar uma ficha para conseguir comprar um sorvete...

E não me venham com conversa fiada de q o socialismo nunca foi implantado. Para vocês eu só tenho uma resposta:


Não deixem que te enganem. Cuba é um exemplo de liberdade e democracia onde todos vivem felizes. Fidel é presidente, e não ditador.
Acontece que os neoliberais não acreditam que um presidente não pode se reeleger democraticamente por tantos anos consecutivos. Isso é besteira, pois sabemos que a população de Cuba adora Fidel. Exceto pela Máfia de Miami, uma máfia formada de neoliberais oposicionistas que patrocinados pelos EUA se arriscam pelo mar a serem comidos por tubarões e a serem democraticamente executados para chegar no inferno capitalista.
Tal máfia já passa da casa dos 150.000 pessoas que não mereceram os ideais de igualdade do Socialismo cubano.

Outra:
O Socialismo nunca existiu.
Embora Cuba seja uma maravilha, como citado acima. O Socialismo e o comunismo nunca existiram.

Mais uma:
A União Soviética era democrática.
Na antiga União Soviética, todos viviam felizes e em paz.
O poder era do povo, e dirigido pelo povo.
Todos podiam ter seu Lada em tempo e todos tinham emprego e salário satisfatório.
Nunca existiram Gulags.
Nunca existiu doutrinação ideológica.
Nunca existiram perseguidos políticos.
Nunca existiram restrições a qualquer liberdade imaginável.
A URSS era um ótimo exemplo do que o Socialismo pode fazer pelo mundo.

Outra:
O Socialismo nunca Existiu.
Embora a União Soviética tenha sido libertária e justa, na verdade ela não era o Socialismo marxista.
Portanto deve ser defendida e negada ao mesmo tempo, pois era libertária e tiranizante ao mesmo tempo e em todos os aspectos.
Em Suma: Os Socialistas defendem algo que não defendem e exaltam algo que repudiam e ao mesmo tempo. Se você não entende isso é porque é um alienado pela mídia imperialista imbecilizante.
#IRONIA

E para você que ama o socialismo, leia um pouco mais, leia a história da China de Mao Tsé-tung, a histórias dos Gulags, a história do Vietnam e Pol Pot, antes de deixar algum comentário ok?

Mas leiam em fontes confiáveis não só na Wikipédia...

P.S.: Provavelmente elas como são "intelectuais" estariam vivendo bem em um país socialista, as custas da miséria do povo...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Regulação de remédios

Soube a umas duas semanas algo que me deixou indignado, soube que agora as farmácias só poderão vender Rifocina (Droga usada pra machucados e infecções), ou seja, eu me corto eu tenho que pagar uma consulta no médico, conseguir uma receita e só então conseguir comprar a Rifocina para passar no meu machucado?! Eu até entendo a regulamentação de certos remédios de tarja preta (entendo, mas não concordo), mas remédios pra machucados, dores de cabeça e resfriados?
É indignante a regulamentação desses tipos de remédios... Na minha cabeça só passa uma coisa, um lobby entre governo federal e os médicos de CRM*, para impor uma consulta totalmente desnecessárias, a um preço caro (por causa do cartel chamado CRM).
As pessoas tem que ser livres e responsáveis pelos seus atos, é certo que sempre terão imbecis que irão exagerar e acabar morrendo de overdose, mas a liberdade dos outros não pode jamais ser restringida por causa de certos imbecis, as pessoas devem ser livres para comprarem os remédios que quiserem e arcar com o ônus dessa atitude, eu não sou um idiota que precisa da tutela de um médico ou governo em cada ato meu.
Só me falta agora regularem a Aspirina e o Gelol.
Fica aqui minha indignação.


*Conselho Regional de Medicina

segunda-feira, 11 de julho de 2011

"TRILHÕES DE MOSCAS NÃO PODEM ESTAR ERRADAS: EAT SHIT!!!"

ESTAVA AQUI PENSANDO em um exemplo de lei que beneficia a maioria da população que a ela se submete e, ainda assim, é injusta. É o 1/3 a mais que ganhamos durante as férias. Vejam só, estou assumindo que férias devem ser remuneradas, o que também é passível de discussão, mas o ponto é que está errado o patrão além de pagar um salário para a pessoa NÃO ir trabalhar o empregador ainda tem que dar 1/3 a mais. E adiantado!

ESSA LEI DEVE ESTAR ENRAIZADA num equivocado sentimento de que o filhadaputa  empregador NUNCA pagará ao trabalhador o que este realmente merece [o que é inesperado, pensei que para isso ditar o SALÁRIO MÍNIMO fosse o suficiente; mas, enfim, ajuntar uma lei desonesta ladra filhadaputa incompetente com outra pior ainda parece ser melhor que simplesmente REVOGÁ-LA para os nossos amados legisladores. No caso, UM legislador, populista de marca maior, portanto PEOR: VARGAS – alguma equipe por ele, como sói acontecer com político “trabalhando”, I mean it].

OU ENTÃO QUE O LUCRO é sempre injusto e egoisticamente desproporcional para o empregador e, poxa, uma vezinha só no ano, para alegrar as férias do empregado, o patrão abrirá mão de [parte] de seu tão exacerbado lucro. Era como se o patrão comesse filé onze meses no ano e, então, devesse abrir mão de comer filé durante um mês para que o empregado o faça. Ou tem filé pra todo mundo? Na verdade, seria até bom se tivesse, mas não é um decreto que vai realizar a façanha. Não mesmo.

NO MÍNIMO, NO MÍNIMO, para receber adiantado e ficar sem trabalhar o mais lógico seria que pudesse ser negociada uma REDUÇÃO no salário. Simples questão de que 100 reais na mão AGORA não podem ter o mesmo valor que 100 reais daqui a um mês. Que lógica tem uma taxa de juros igual a ZERO? Que dirá receber UM TERÇO a mais. [taxa de juros = 33,34% negativos!]

MAS, SACUMÉQUIÉ, o trabalhador tem direito adquirido, virou costume até, os empregadores, estes que nada fazem pelo país, ao contrário, SÓ SUGAM, que se virem, a “solução” “beneficia” a maioria oprimida pelo capital. Vargas: a infâmia um dia te perseguirá por toda a nação. Ou seremos para sempre o velho gigante adormecido [para não dizer entorpecido e achando boa “a viagem”]?

sábado, 9 de julho de 2011

The Revolutionary Movement: Ideology and Motivation [pp 350/1 do terceiro volume de Conceived in liberty, de rothbard]

"With the beginning of the American Revolutionary War at the outbreak of Lexington and Concord, two truths about the Revolution already stand out clearly. One is that the Revolution was genuinely and enthusiastically supported by the great majority of the American population. It was a true people's war against British rule. In addition to all the evidence given above, the American rebels could certainly not have concluded the first successful war of national liberation in history, a war against the world's greatest naval and military power, unless they had commanded the support of the American people. As David Ramsay, the first great historian of the American Revolution, put it in 1789, "The war was the people's war . . . the exertions of the army would have been insufficient to effect the revolution, unless the great body of the people had been prepared for it, and also kept in a constant disposition to oppose Great Britain."***

A second truth that emerges is the egregious fallacy of the view endemic among historians of all ideological persuasions that there is a large and necessary dichotomy between political or moral principle and economic self-interest. Historians friendly to the Revolution have insisted that the Americans fought for political freedom, for independence, for constitutional rights, or for democracy; critical historians maintain that the fight was merely for economic reasons, for defense of property and trade against British interference. But why must the two be sundered ? Why may not a defense of American liberty and property be conjoined to a defense of political and economic rights? The merchants rebelling against the stamp tax, or sugar, or tea taxes, or the restrictions of the navigation laws, were battling for their rights of property and trade free from interference. In doing so, they were battling for their own property and for the rights of liberty at the same time. The American masses, similarly, were battling for all property rights, for their own as well as those of the merchants, and acting also in their capacity as consumers fighting against British taxes and restrictions. In short, there need be no dichotomy between liberty and property, between defense of the rights of property in one's person and in one's material possessions. Defense of rights is logically unitary in all spheres of action. And what is more, the American revolutionaries certainly acted on these very assumptions, as revealed by their essential adherence to libertarian thought, to political and economic rights, and always to "Liberty and Property." The men of the eighteenth century saw no dichotomy between personal and economic freedom, between rights to liberty and to property. These artificial distinctions were left for later ages to construct."


***Professor Alden has shown that the myth of present-day historians that only one-third of the American public backed the Revolution, with an equal number opposed, stems from a misreading of a letter by John Adams (John R. Alden, The American Revolution, 1775—1783 [New York: Harper & Row, 1954], p. 87). Historians of such disparate views as Robert E. Brown and Herbert Aptheker now support the view that the Revolution was a majority movement. Thus, see Brown, Middle-Class Democracy, passim, and Aptheker, The American Revolution, 1763-17S} (New York: International Publishers, 1960), pp. 52ff.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

REFUTEM ISSO

“A razão nos diz que todos nascem naturalmente
iguais, i.e., com um direito igual à suas pessoas,
e também com um direito igual à sua preservação...
e dado que todo homem é proprietário de sua própria
pessoa, o trabalho de seu corpo e o trabalho de
suas mãos são propriamente dele, aos quais ninguém
tem direito a não ser ele mesmo; portanto
segue-se à isto que quando ele remove qualquer
coisa do estado que a natureza proveu e deixou-o,
ele misturou seu trabalho com ela e acrescentou
alguma coisa a ela que era dele, e assim a tornou
sua propriedade... Portanto, todo homem tendo o
direito natural a (ou sendo o proprietário de) sua
própria pessoa e suas próprias ações e seu trabalho,
o que nós chamamos de propriedade, certamente
se segue que nenhum homem pode ter o direito
a pessoa ou a propriedade de outro: E se todo homem
tem o direito a sua pessoa e propriedade; ele
também tem o direito de defendê-las ... e assim
tem o direito de punir toda afronta a sua pessoa e
sua propriedade.”
– Rev. Elisha Williams (1744)

[excerto da primeira edição de "A Ética da Liberdade, de Murray Rothbard, publicado pelo Instituto Mises Brasil

Feliz aniversário Lei 12291, de 20 de Julho de 2010



DIA 20 DE JULHO DE 2010, foi promulgada uma Lei que obriga todo e qualquer estabelecimento que, por pura ganância capitalista, se aproveite da inocência do consumidor para atraí-lo à sua armadilha  e vendê-lo seus INDESEJADOS produtos [e explorá-lo, com preços vis], a ter um Código de Defesa do Consumidor. Pela lógica atual, TODOS os estabelecimentos comercias se enquadram na descrição acima e precisam, impreterivelmente, de não somente ter como deixar exposto o CDC, caso contrário confirmando o que é a suspeita inicial: estão, de saída, LESANDO seus clientes.


EU TRABALHO EM UM DESSES chamados estabelecimentos comerciais capitalistas e malvados sugadores de dinheiro dos incautos - uma banca de revistas! Temos, há quase um ano, um CDC devidamente exposto e preparado para qualquer dúvida que alguém tenha. Só tem UM pequeno problema: NUNCA, nenhum consumidor perguntou: “me tira uma dúvida: você tem o código de defesa do consumidor aí?”. DETALHE: o CDC que comprei foi o mais barato que encontrei e tem na capa “EVITE A MULTA”. Algum consumidor está sendo lesado, sim. Você é capaz de indicar qual é?

terça-feira, 5 de julho de 2011

MISES DAILY, 3O DE JUNHO, "How Blessed Is the State That Thus Destroyeth the Car"

MISES DAILY, 3O DE JUNHO, "How Blessed Is the State That Thus Destroyeth the Car", escrito por Jeffrey A. Tucker. O contexto é a luta contra o carro em favor do "environment", como se carros NÃO fossem algo que utilizamos por alguma lógica, fossem SOMENTE desperdício.
"The problem with "urban planners" — as Jane Jacobs saw — is that they do not think of people as individuals with interests who act according to their own plans with a resulting spontaneous order that makes cities great. Instead, they want to plan with a bird's-eye view of the place and force everyone to comply whether it makes people miserable or not. In the worst case, these planners are secretly horrified by the sight of millions of people living well and doing their own thing, and, like Chairman Mao, cry out for what they believe should be a more orderly system.
Armed with the power of the contemporary state — which is destroying prosperity and civilizational advance because, as it turns out, doing this is the only thing it is good at — the urban planners are accomplishing their goal, but to what end? Is reversing a century of progress a good way to make life better? The planners think so, because they have a different idea of what life should be like. They want the city to be more like an ant farm than a place for choosing, dreaming, and accomplishing. The static existence of workers and peasants under communism seems much more to their liking."

domingo, 3 de julho de 2011

Discurso do filme A Nascente - Ayn Rand

Realmente sem tirar nem por uma palavra, o discurso é perfeito. A verdadeira filosofia da liberdade, onde o homem e o trabalho que produz não deve ser usurpado por terceiros sobre qualquer desculpa! E muito menos por essa máfia chamada Governo, que cobra impostos, e qualquer imposto é ruim em essência, e talvez um dos piores seja o imposto de renda, que taxa a sua produtividade, o seu dinheiro conseguido com o seu suor e o de mais ninguém, você é obrigado a pagar se for produtivo e criar riqueza...

Aproveitem o vídeo.



sexta-feira, 1 de julho de 2011

AÇÃO HUMANA, 3ª edição do Instituto Liberal [pp 1102 e 1103 ]

"Todo homem engenhoso pode iniciar uma nova atividade econômica. Pode ser pobre, seus recursos podem ser escassos e a maior parte deles pode ter sido obtida por empréstimo. Mas, se satisfaz o desejo do consumidor de uma maneira melhor e mais barata, obterá lucros “excessivos” e vencerá. Reinvestirá a maior parte de seus lucros no seu negócio, fazendo-o crescer rapidamente. É a atividade desses novos empresários que imprime à economia de mercado o seu “dinamismo”. Esses nouveaux-riches são os precursores do progresso econômico. A ameaça de sua concorrência força as firmas mais antigas e as grandes companhias a ajustarem sua conduta, de modo a servir melhor o público, para não serem obrigadas a encerrar suas atividades.

Mas, atualmente, os impostos freqüentemente absorvem a maior parte dos lucros “excessivos” dos novos empresários, que ficam, assim, impedidos de acumular capital, expandir o seu próprio negócio, crescer e enfrentar os interesses estabelecidos. O próprio fisco se encarrega de evitar que as firmas mais antigas tenham de enfrentar a competição das mais novas. Podem, assim, impunemente, condescender com a rotina, desprezar os desejos do público e resistir às mudanças, tornando-se conservadoras. É claro que o imposto sobre a renda também as impede de acumular novos capitais; mas o mais importante para elas é que se impeça aos perigos os recém-chegados de acumular capital. O sistema fiscal as privilegia. Nesse sentido, o imposto progressivo impede o progresso econômico e fomenta a rigidez e o imobilismo. Enquanto no mercado não obstruído a propriedade do capital é um passivo que  força o proprietário a servir o consumidor, os métodos tributários modernos transformam-no num privilégio.

Os intervencionistas alegam que a grande empresa está se tornando rígida e burocrática e que já não é possível às novas e talentosas pequenas empresas ameaçar os interesses estabelecidos das famílias ricas mais antigas. Entretanto, essa alegação só se justifica na medida em que tal situação é o resultado das próprias políticas intervencionistas.

Os lucros são a força motriz da economia de mercado. Quanto maior forem os lucros, melhor estarão sendo atendidas as necessidades dos consumidores. Porque, no mercado livre, só se pode auferir lucros eliminado-se os obstáculos existentes entre os desejos dos consumidores e a configuração existente da atividade produtora. Quem melhor servir o público, maiores lucros terá. Ao combater o lucro, os governos deliberadamente sabotam o funcionamento da economia de mercado."

terça-feira, 28 de junho de 2011

Princípio da não agressão

Esse vídeo demonstra entre outras coisas, como o Estado usa da violência para extorquir, baseando-se na democracia.

Se a vontade de todos é extorquir, expoliar ou roubar então isso é democratico?!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Funcionarismo Público e "Escravidão"

O que há de errado com a escravidão? Decerto não é somente o fato de ser legalmente proibida que a torna abjeta, desumana, afinal, na maior parte da História ela foi um fato dado – o que nem a justificou ontem, nem a justifica hoje ou a justificará amanhã. A escravidão, pois, possui, em si, algo de condenável. E o que seria este algo? Primeiramente, talvez seja cabido, para explicar a escravidão, definir o que seria - a liberdade.

É sabido que a liberdade não pode ser definida como, simplesmente, se poder fazer o que se quer, ao bel-prazer, inclusive, tal noção de liberdade é contrária à liberdade mesma. Como? Primeiramente vamos excluir a vontade do impossível, como atingir a Lua em um salto, atravessar o Atlântico a nado, etc, mas, ainda, sobra a liberdade para realizar aquilo que se queira E seja possível, e este NÃO pode ser um critério adequado para definir o que pode garantir que alguém seja livre.

Mas a liberdade não consiste em se fazer o que se bem entender? Não: a liberdade, para o ser humano, é ter o domínio completo de seu corpo e dos bens que, através de seu trabalho e da transformação que este opera na Natureza, obtém legitimamente. Mas há uma sutileza: seu corpo e seus bens somente pertencem a você mesmo, i.e., não podem ser apropriados por outrem a seu bel prazer, isto seria uma afronta à liberdade, não seu exercício.

Então, a noção de liberdade, aparentemente de maneira contraditória, encerra um não fazer, ou seja, o não interferir na propriedade alheia sem o consentimento do devido dono. Esta norma negativa [negativa por não ser um obrigar a fazer, mas um obrigar a não fazer;  e embora, tal defesa seja uma ação] é essencial para a liberdade e a conseqüente fruição, por parte de nós humanos, de nossa condição de seres racionais e, por isto mesmo, sociais. Sem uma Lei que proíba a ação efetivamente danosa à propriedade alheia, a própria sociedade estaria formada por alicerces frágeis, pronta a ruir sob o estigma da guerra de todos contra todos. Seria o caos.

A escravidão, portanto, vai de encontro a este requisito primeiro para uma salutar vida em sociedade, o da segurança de que, tanto nosso próprio corpo, quanto o que nós produzirmos, nenhum dos dois será expropriado para o benefício alheio – como qualquer ação é sempre feita para sair de um estado presente e chegar a um estado futuro mais satisfatório, caso contrário, sem uma maior satisfação a ser alcançada, nenhuma ação ocorreria; a escravidão, em si, é ineficiente, pois sempre haverá perda de utilidade de alguma maneira, pois o escravo age sob o comando de seu mestre pois teme que, sem fazê-lo, o estado futuro que encontrará será mais desvantajoso ainda que a expropriação de sua produção: o seu próprio corpo sofrerá desde chicotadas até a morte.

Mas e a escravidão voluntária, pode existir? A resposta é simples: não. Uma pessoa pode, por contra própria, submeter-se ao jugo e ao capricho de algum eleito para ser seu mestre por toda a vida [alguns casamentos são assim, dizem]? Pode, até certo ponto, afinal, se até o fim da vida o “escravo” não se rebelar contra seu “dono”, não haverá conflito algum.

Mas nem esta situação é escravidão nem a vontade humana - geralmente - funciona desta maneira, cedo ou tarde as condições que determinaram o contrato acima [como qualquer outro] serão avaliadas, ao menos por um dos envolvidos, como menos valiosas que [qualquer]  uma das alternativas que se apresente em sentido da sua dissolução, fazendo-o cessar. Ou seja, na verdade, não houve escravidão, mas consenso, a despeito de ser um de ocorrência deveras incomum. Em certo sentido, são patrão e empregado, o segundo fornece seu trabalho e o primeiro paga de acordo com o preço aceito por este. Há reciprocidade.

Então a escravidão é, portanto, não somente legalmente proibida, mas, mais importante, incompatível com o pleno desenvolvimento de nossa capacidade de humanos, o que significa dizer que, mesmo se acolhida pelo sistema legal, ainda seria ilegítima, injusta, anti-social, desumana. Mas e o que dizer da escravidão que vai no sentido [supostamente] contrário, a do patrão pelo empregado? Poderia ela existir? E, uma vez existindo, seria compatível com as características da razão [e ação] humana?

Acontece que este último tipo de escravidão, apesar de soar impraticável, é aceito por nossa legislação brasileira em um determinado ramo laborial [aceito em certo sentido, em que pesem diferenças de grau, não de tipo]: o funcionarismo público. A vontade inicialmente livre do escravo, do primeiro exemplo, de prestar seus serviços indefinidamente ao amo está presente na abertura do edital, na aplicação da prova e na conseguinte nomeação ao cargo, mas a semelhança para por aí? Uma vez firmado o contrato, não pode o Estado voltar atrás em sua decisão, está fadado a, para sempre, cumprir com a obrigação de empregar o funcionário em seu quadro? Não pode mais mudar sua idéia, mesmo que descubra que cometeu um erro de planejamento e passe, em algum futuro, a não valorar mais o serviço recebido como mais satisfatório que o dinheiro gasto para remunerá-lo?

É somente comparar a situação do Estado como patrão e a de um empregador qualquer, pois, ainda que a legislação atual coloque ônus em cima de ônus para o rompimento de um contrato de trabalho [como se as vontades para contratar e, obviamente, o preceito de que não deve ocorrer apropriação indevida, não fossem suficientemente justas], nem se compara à dificuldade de um rompimento de contrato com um funcionário público. Para ilustrar melhor, vamos dar um exemplo: se um empregado privado e um público cumprem o horário direitinho, executam suas tarefas a contento do que foi determinado, ainda assim, multas à parte, o empresário do setor privado pode, a qualquer momento, decidir que, de posse de seu corpo e de seus bens, não deseja mais, por qualquer motivo que seja, continuar a exercer a troca de “mercadorias” [labor por dinheiro] com seu funcionário.

Já o Estado, sob estas mesmas condições, nada pode fazer, está atado ao contrato [vamos supor que o Estado seja um emérito respeitador de contratos], ainda que este expresse apenas uma vontade baseada numa necessidade que pode muito ter sido avaliada como perene apesar de ser temporária. Sem falar de que certas condutas podem facilmente acarretar na quebra de contrato no mundo privado, como atrasos recorrentes [às vezes, basta um] ou render abaixo do esperado, raramente são passíveis de motivar uma demissão, e isto por determinação legal. Não parece justo.

Um argumento bastante utilizado para praticamente garantir a vitaliciedade do empregado público é que este fez uma prova, geralmente difícil e concorrida, e portanto, “adquiriu” o direito ao cargo, que, aliás, estava, democraticamente, a disposição de [quase] todos os cidadãos do país [sempre há algum tipo de discriminação, mas vamos esquecê-las para seguir o argumento e aceitar que todos podem, se assim entenderem, concorrer às vagas].

Além deste argumento não modificar a liberdade necessária para o convívio social, afinal, desde que não haja prévia apropriação de bens alheios, não se pode obrigar ninguém nem sua propriedade a nada [o Estado, ainda que seja uma instituição, é sempre comandado por indivíduos e age através de indivíduos, ou seja, não é especial e pode ter uma ação legítima cerceada por quem quer que seja], padece de uma inocência ainda maior: afirmar que não há critérios [provas] para que sejam firmados contratos de trabalho na esfera particular.

Ora, se a maioria dos empregadores não pode se dar ao luxo de contratar uma firma para aplicar provas e selecionar candidatos [dinheiro privado não dá em árvore como o estatal], isto não quer dizer que os que venceram a concorrência não o fizeram por alguma espécie de mérito, de disputa, e que esta estava aberta a todos os que se encaixassem no perfil requerido. Aliás, empresas como a Apple e a Microsoft podem ter provas de admissão mais difíceis que a enorme maioria dos concursos públicos, mas ninguém chega a pensar que, por ter passado por todas as fases do processo de admissão, está no direito de assumir que, impreterivelmente, é dono do cargo e ninguém mais tasca. E, como explicamos, está mais do que clara a razão.

Ou seja [assim como na outra modalidade de escravidão, mais conhecida entre nós e felizmente extirpada de nosso sistema jurídico], o que mantém o status do funcionário público de permanente dono do que deveria ser, por justiça, alheio, nada mais é que a lei em vigor. Não há nada intrinsecamente ligado ao funcionarismo em si que o justifique; ao contrário, a razão o denuncia como injusto e anti-natural, como qualquer outro contrato unilateral, e como, tal, deve ser abolida.

E note-se que nem tocamos em problemas maiores, como a proteção contra a concorrência e a perda de eficiência que isto acarreta, nem de onde vem o dinheiro que permite a troca de bens [labor por espécie], fatos que, levados ao extremo, podem impedir a aceitação do funcionarismo público em si, tocamos somente no ponto da vitaliciedade do cargo, e, neste sentido, podemos dizer que os infames funcionários em cargos comissionados são menos danosos ao Estado ao terem limitados no tempo seus contratos de trabalho. Duram, via de regra, somente quatro anos, pois [além do fácil desligamento sem churumelas em tempo anterior].

O fato de que, por ser o Estado uma “empresa” que precisa obedecer a vontade de todos seus donos – fato virtualmente impossível de ocorrer, mas nem precisamos levantar tal questão – e o critério de admissão deve ser o menos arbitrário possível, não modifica o fato de que a diferença entre ambos é que um, se içado ao cargo de maneira menos objetiva [comissionado], ao menos não "usurpa" para si uma função que, no mercado, é de quem a executar melhor, ou, ao menos, o faz temporariamente. Já o concursado, pretende-se detentor de título de nobreza para toda a vida. E, como os nobres de outrora, têm o povão para pagar seus vencimentos. #FAIL

QUEREM DIREITOS IGUAIS OU SOMENTE INVERTER OS PÓLOS?

MYRIAM RIOS. Grande bosta. Ficou famosa por casar com Roberto Carlos, separou, virou crentola, e, agora, política. Jamais teria meu voto, mas creio que levantou uma posição importante. Quem não viu, veja o vídeo, em poucos minutos já dá para saber do que se trata:  <br> <p>


<br><p>

AO ANALISARMOS O DESLIZE da Deputada em relacionar pedofilia e homossexualidade, vemos o que ela REALMENTE quis dizer, sem entrar, sequer, no mérito de se isto está na Bíblia ou qualquer tópico relacionado. O argumento tem, sim, conotação que diz respeito à segurança sexual de sua prole; ela pode estar enganada, obviamente, mas prefere não arriscar. <br><p>

O PONTO É: onde está a discriminação? [não acho que o ponto verdadeiro seja este, mas, inclusive aqui, Myrian Rios, a despeito da babaquice, tem sua razão] Ela dá o exemplo de duas filhas. A discriminação é contra os homens. Não é comum pais escolherem homens para cuidarem de suas princesinhas, o que não quer dizer que todo heterossexual seja pedófilo. Mas nem de longe. <br><p>

DEPOIS DE, pela segurança sexual de sua prole, Myriam Rios descartar TODOS os homens, começa a selecionar mulheres. Mas, daí, chega uma que é LÉSBICA. Ora, pela mesma razão que descartou TODOS OS HOMENS [e viado, num pode não? fiquei confuso],  esta pretendente vai ser preterida: Myriam Rios afastar qualquer possibilidade de assédio de suas meninas. É paranóica? É careta? Não importa: a decisão é dela. E, o que é melhor, mais importante: não ataca os direitos de ninguém. <br><p>

SE NENHUM DOS HOMENS pode dizer que teria o direito ao emprego na casa da Deputada, afinal, nem todos somos pedófilos, a babá lésbica também não tem esse direito. Igualdade o que ela quer? Pois é o que terá. Ninguém tem direito a ser empregado doméstico de Myriam Rios.<br><p>

CASO ALGUÉM ALCANCE o posto, ainda assim não terá “direito” a ele. A casa é da Deputada, o dinheiro que vai ser pago em troca dos serviços é da Deputada, é tudo um questão de ser favorável para AMBAS as partes; nem só para a patroa – que quer que alguém cuide de suas filhas – ou somente para a babá – que quer vender seus serviços. <br> <p>

O PRINCIPAL É: os direitos devem ser iguais para todos. Não é legítimo invadir a escolha de qualquer pessoa, independentemente de sua crença. O mesmo valeria se ela não quisesse empregar negros, ou nordestinos, ou búlgaros: não podemos dizer que, para os fins que ela mesma escolheu, seremos NÓS quem escolheremos os meios adequados. A decisão cabe somente à Deputada. 

domingo, 26 de junho de 2011

AÇÃO HUMANA, 3ª edição do Instituto Liberal [pp 1030 e 1031]

"A ciência econômica não afirma que a restrição seja um mau sistema de produção. Afirma que a restrição não é, de modo algum, um sistema de produção; é muito mais um sistema de quase-consumo. A maior parte dos objetivos que os intervencionistas pretendem atingir por meio de medidas restritivas não pode ser alcançada dessa maneira. Mas, mesmo que as medidas restritivas sejam adequadas à consecução dos objetivos pretendidos, continuam sendo apenas restritivas. 

A enorme popularidade do restricionismo hoje em dia se deve ao fato de que as pessoas não percebem suas conseqüências. Ao lidar com o problema de redução da jornada de trabalho por decreto do governo, o público não se dá conta do fato de que deverá haver uma queda na produção e de que muito provavelmente o padrão de vida dos assalariados também diminuirá. Um dos dogmas da "heterodoxia"  atual é a crença de que tal medida "prótrabalhador" é uma "conquista social" dos trabalhadores cujos custos serão inteiramente suportados pelos empregadores. Quem se atrever a questionar esse dogma é estigmatizado como sicofanta, defensor dos iníquos interesses dos exploradores. Passa a ser perseguido impiedosamente, acusado de querer a miséria para os assalariados, e de querer restabelecer as longas jornadas de trabalho dos primeiros tempos do industrialismo moderno. <br><p>

Face a essas calúnias, é importante enfatizar uma vez mais que a riqueza e o bem-estar são frutos da produção e não da restrição. O fato de que nos países capitalistas o assalariado médio possa consumir mais, usufruir um maior lazer do que os seus ancestrais e sustentar sua mulher e filhos sem obrigá-los a trabalhar não é uma conquista social e nem decorre de medidas governamentais. É o resultado do maior capital acumulado e investido pelas empresas que visam o lucro e que, assim, aumentam a produtividade marginal do trabalho."