quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Me deparei, na última semana, com uma reportagem no site da Folha de S. Paulo com o título "Livro apresenta Estado como verdadeiro motor da inovação".

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

“Alagoas: Uma riqueza pouco compartilhada” ou a falta de criação de riqueza!?

O texto a seguir é uma resposta ao artigo “Alagoas: Uma riqueza pouco compartilhada” da economista Ana Célia de Oliveira.

Alagoas: Uma riqueza pouco compartilhada” ou a falta de criação de riqueza!?
*Por Santiago Staviski e Cesar Ailson Barros
A economia e o crescimento econômico não são entes que podem ser controlados ou planejados por algum burocrata ou grupo de economistas, a economia consiste simplesmente em trocas voluntárias de bens ou serviços entre indivíduos ou grupos de indivíduos, ou seja o comércio. A economia não é simplesmente um arranjo, mas sim uma rede de trocas altamente complexa e interativa, a criação de riqueza numa economia de mercado só pode ser criada com essas trocas (comércio), sempre satisfazendo melhor os consumidores.
 
Os governos tem a ideia destrutiva que gastar mais é a resposta para estimular o crescimento econômico e a distribuição de renda, em prol da redução da desigualdade, mas seres humanos são desiguais em seus dotes, oportunidades e ambições. Desigual não significa inferior ou superior, significa apenas diferente que num ambiente de livre mercado não levam a nenhum conflito, mas sim à cooperação. O problema é que o governo não tem nenhum dinheiro próprio, o dinheiro é nosso, é um mito achar que o governo pode estimular o crescimento econômico com gastos, porque o dinheiro vem de tributos que pagamos, quando o governo gasta para criar um emprego, antes teve que coletar tributos, e esse ato eventualmente estará destruindo um  emprego em outro lugar. O governo tenta combater a pobreza com gastos em programas sociais em larga escala, mas ao invés de combater a pobreza, o gasto governamental em larga escala na verdade cria mais pobreza.
 
A dívida nacional já está em 66.8% do PIB[1], e o orçamento público anual está em 1/3 do PIB, resultando em um déficit crônico[2]. Mas esse número não inclui outras dívidas escondidas, tal como as gigantes obrigações do governo, em pensões não sustentáveis, principalmente no funcionalismo público, basicamente como um esquema Ponzi (INSS)[3]. Pagamos todos os beneficiários atuais, a nós próprios, com o dinheiro dos nossos filhos e os filhos deles, mas chega um ponto que o governo não tem mais como arrecadar, e então a única solução é inflacionar a moeda, imprimindo dinheiro[3], e quanto mais se imprime, mais o poder de compra da moeda cai. Impostos pesados sobre a mão de obra, nos salários, previdência social, serviços desencorajam a procura pela mão de obra, causando desemprego.
 
Os governantes dizem que os gastos com programas sociais estimulam o crescimento, por injetar dinheiro na economia. Mas o problema é que a fonte de renda do governo somos nós. Por exemplo: o governo taxa José, que é dono de uma banca de revistas, em 10 reais; os 10 reais saem dos lucros de José e são usados, digamos, para pagar salários de um funcionário público, João, que tem vontade de comprar a revista Carta Capital, que custa 10 reais, e, para tanto, vai à banca de José e a compra. O governo devolveu a José o imposto cobrado, por meio dessa transação. Mas só que José não terá mais dinheiro do que antes, e sim menos, porque teve que pagar o frete da revista a energia elétrica da banca etc.
 
Então os gastos do governo deixaram José mais pobre e o dinheiro do governo vem do setor privado, que verdadeiramente gera a riqueza. Tentar estimular a economia com gasto público é pagar com dinheiro tirado da economia produtiva, é tirar 10 reais da sua carteira e te devolver 7 reais em bolsa-família. É fácil perceber que isso não é nada mais que um roubo descarado, até o próprio site da Receita da Fazenda admite: “a condição necessária (mas não suficiente) para que o poder de tributar seja legítimo é que ele emane do Estado, pois qualquer imposição tributária privada seria comparável a usurpação ou roubo.” [4].Basicamente burocratas iluminados do governo acham que podem gastar o dinheiro seu melhor que você mesmo ou fazer caridade com dinheiro que é dos outros, enquanto o próprio conceito de caridade é de ser um ato voluntário.[5]
Os governos, para cobrirem às suas despesas, recorrem à tributação, isto é, forçam os cidadãos a pagarem pelos prejuízos.[6] Quando uma empresa privada é ineficiente, ela vai a falência, mas quando uma empresa pública é ineficiente ela obtêm mais verbas para se expandir, ou seja, é a premiação da incompetência. Em setores ditos estratégicos, aonde somente o governo pode atuar economicamente, o estado, por ser monopolista, não sofre o poder de pressão do consumidor porque não existe uma empresa concorrente. O consumidor ou compra do estado ou não tem oferta similar em canto algum [melhor dizendo, pode até haver a oferta no mercado exterior – ou, internamente, no mercado negro – mas o governo vai tratar de coibir o livre acordo entre as partes, afinal o setor é estratégico.
O único caminho para o crescimento econômico sustentável, para a prosperidade, está em reduzir os impostos e regulações, diminuindo o tamanho do estado, acabando com a burocracia, assim se tornando mais fácil produzir, empreender e inovar, criar empregos e criar riquezas. Um caso clássico é a luta, em vários municípios, mas principalmente em Maceió, contra o comércio informal. Ora, via de regra são os menos favorecidos economicamente [ou com menor escolaridade, menor ~skills~[como traduzir isso?] que procuram o setor informal. Ao querer “proteger” o mercado o estado acaba incidindo [com sua pesada mão] sobre os menos favorecidos, contra os que nem podem lutar ou não estão dispostos a fazê-lo pelo custo gerado.
Outro exemplo cristalino: o transporte público. O artigo 30º inciso quinto da Constituição Federal diz: "[compete aos municípios]  V – organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;"
Tudo começa bem ao se dizer que o transporte coletivo tem caráter essencial. Na prática, o que temos? Há liberdade para que o povo tome a melhor condução possível [com o melhor preço ou com a melhor qualidade]? Não! Aliás, o arranjo direto entre fornecedor e consumidor é PROIBIDO, nem todo e qualquer um que pretenda ser fornecedor do serviço é autorizado a prestá-lo, mesmo que o consumidor final saia satisfeito com o preço e a qualidade. Não! Há todo um aparato estatal para dizer quem pode fornecer que tipo de transporte, aonde, para onde – e querem se meter também no preço. Não precisa explicar mais para que se entenda a falta de opções e o caos instalado no transporte público. Imagine se não fosse essencial.
O estado e o governo devem ficar fora do caminho que as pessoas podem ajudar-se, mais liberdade gera mais prosperidade e riqueza, o povo que cria riqueza, o indivíduo não o estado [claro exemplo disso são Hong Kong e Singapura]. O setor público na verdade depende do setor privado, é ineficiente e ainda não permite que o setor privado seja eficiente [afastando-o da competição ou dificultando ao máximo a entrada na concorrência – mais uma vez, os pobres, os mais à margem, que são os primeiros excluídos no
processo que, afinal, acaba se tornando custoso e exigindo cada vez mais riqueza anterior para que se consiga gerar nova riqueza]. O crescente governo controla 66% da economia mas… quando iremos perceber que o setor público simplesmente não funciona? O meio é a redução do peso do governo ao máximo, a história está cheia de casos de governos que reverteram sua política e restauraram a prosperidade e o crescimento econômico muito depressa. Alagoas não tem sido diferente disso.
[2] As seis lições/Ludwig von Mises: tradução de Maria Luiza
Borges – 7ª edição – São Paulo: Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2009 pág.
61
[4]
[6] von Mises, Ludwig Ação Humana / Ludwig von Mises.
Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2010 pág. 837.
[7] Rothbard, Murray N. A Ética da Liberdade / Murray N. Rothbard. – São
Paulo: Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2010.

"O POVO É QUEM MANDA NESSA CHIBATA"

UM DUNS TANTOS PERFIS que repetem mentiras e delírios emirsadermente, esse abaixo destacou-se por sua foto de capa.


  
NEM SEI SE A INTENÇÃO foi apenas fazer uma faixa pura e simplesmente com um xingamento, mas acho difícil, creio que seja ao açoite mesmo a referência feita [já o gênio da raça que é dono do perfil eu tenho CERTEZA que escolheu a foto por causa disso]. E, notem, a regra: eles não querem ABOLIR o açoite. É como na expressão "Ditadura do Proletariado", ou seja, não é que ditaduras sejam ruins de todo é que se ~luta~ [BlackBlocs?] por uma ditadura específica; não querem acabar com algo que seja naturalmente INJUSTO, querem é só "inverter os pólos da equação" para que ela CONTINUE ~matematicamente certa~. Matemática do Capeta?
E A GRANDE DIFERENÇA entre um Liberal e um "Progressista" poderia bem ser essa: o Liberal nos quer A TODOS livre do jugo, do tronco, da chibata; já os Pogreçistas, só querem essa liberdade para os da laia deles. Quem discodar é peia, vai pro carrasco ter o que merece, ESCRAVO, em resumo.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Deixa o povo trabalhar!

Há de se dizer que o capitalismo é excludente. Mas, realmente excludentes são as barreiras impostas pelo governo via regulamentações econômicas impostas que impedem a entrada de novos fornecedores de bens e serviços, não falo dos grandes empresários, pois estes sempre terão dinheiro para burlar essa burocracia comprando favores de quem a impõe , quem se prejudica com isso é o pequeno empreendedor, e também o consumidor. Como é o caso do transporte alternativo em Maceió: A quem é benéfico a proibição de lotações? À população é que não é, como bem comprova este vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=HjbnHQ1m3nA). Essa regulação restringe a inclusão de mais pessoas ao sistema econômico, essa limitação à liberdade econômica é que exclui mais pessoas de terem acesso às riquezas, deixando, assim o país menos próspero.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Os doutores querem ganhar mais. Mas, ao que parece, o título que deveria dar-lhes vantagem, terminou por deixa-los desempregados.


Um amigo postou no Facebook a seguinte matéria:

http://www.posgraduando.com/blog/anhanguera-realiza-demissao-em-massa-de-professores-mestres-e-doutores

Comentei.

Penso o seguinte: uma empresa contrata quem quiser e demite quem quiser. E a clientela procura a faculdade que quiser. Não entendo coisas como esta que o autor coloca: "O que acontece quando educação vira mercadoria". O que é que eu não entendo aqui é o que logicamente devemos deduzir: "educação não é mercadoria, mas se eu for um mestre ou doutor eu quero ganhar mais dinheiro do que quem não o é". Ora, seguindo o raciocínio do autor (de aversão ao mercado), pensava que ele e outros pós-graduados não fossem tão apegados ao vil metal, e aceitassem trabalhar por salários menores ou, quem sabe, até de graça!

Um exemplo simples do que é que determina os salários:

Há nem tanto tempo assim, nessa nossa mesma galáxia, nesse nosso mesmo planeta, nesse nosso mesmo país, uns 80% daqueles formados em engenharia exerciam funções de taxista, bancário, burocrata (funcionário público), etc. Na década de 90, os engenheiros faziam de tudo, menos engenharia. O sujeito poderia ter o melhor currículo do universo, mas isso de nada adiantava. A realidade do país era: prezado engenheiro, arrume outra coisa para você fazer porque NÃO HÁ EMPREGO PARA SUA ESPECIALIDADE.

Comparemos isso com a realidade atual. Qualquer moleque recém-formado em engenharia, que sequer sabe diferenciar direito uma lajota de um tijolo, é disputado a tapa pelo mercado, e começa sua vida profissional onde queira e com o luxo de escolher, no mínimo, entre umas 3 ou 4 ofertas de trabalho. O salário inicial? Geralmente entre 6 a 8 mil reais.

Não se surpreenda se encontrar por aí muitos soldadores ou mestres-de-obras com salário maior do que a média dos professores-doutores, ainda mais quando nunca foi tão fácil tornar-se um professor-doutor e eles, comparado com o passado recente, abundam no mercado.

O serviço público pode determinar suas regras salariais e pagar, de forma indistinta, acréscimos salariais por titulação. Via de regra, o setor privado, ao que parece (não conheço essa realidade a fundo) também faz essa distinção salarial, sem que haja, no entanto, uma regra universal para a determinação do salário. E quando há essa regra (e agora vem a parte mais importante) ELA NA VERDADE PREJUDICA O "TRABALHADOR". Repare que temos cá um exemplo clássico onde a mania de criar regrinhas na determinação de salários findou por ACABAR COM O EMPREGO DAQUELES QUE SUPOSTAMENTE ERAM PROTEGIDOS POR ESSAS REGRAS, mesmo que tácitas ou semi-oficializadas, digamos assim.

Economistas liberais por vezes apontaram que tal coisa acontece até com a questão do salário-mínimo, mas de um modo um pouco diferente: trabalhadores pouco qualificados que poderiam ser contratados com salário menor são privados de emprego e sustento. Será que existe exclusão maior do que a falta de emprego ou salário zero?

Deixo cá um texto interessantíssimo sobre uma faculdade que fez o inverso do grupo Anhanguera, ou seja, demitiu os "apenas" graduados e contratou para o seu lugar um montão de "doutores-pesquisadores", como exigência do MEC para reabrir o curso que falhou nas avaliações do Ministério. O resultado? Vale a pena conferir no texto.

https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/4/29/o-muro-de-arrimo-do-doutorzeco

Depois de ler, deu vontade de parodiar Vinícius de Moraes, aquela musiquinha da casa nº zero na Rua dos Bobos:

"Era uma casa muito engraçada, para cair não faltava nada.

Quem foi que fez, quem foi que tentou?

Foi ele ali, o professor-doutor

Advogado que não advogava. Era médico, mas não operava

Era 'dotô', mas nada curava. Agricultor, que nada plantava.

Mas gozava de muito prestígio, no Ministério do dr. Aloizio

Mas gozava de muto prestígio, no Ministério do dr. Aloizio"

(Antes que me interpretem errado: Há lugar para todos nas faculdades: para o pesquisador e para o professor que está no mercado, atuando. Ninguém vai ao dentista atrás de um projeto de pesquisa ou de um artigo científico. A maioria imensa dos engenheiros não é contratada para fazer pesquisa sobre a qualidade do concreto brasileiro. Para as profissões técnicas, é imprescindível a presença de professores com experiência profissional e atuantes no mercado).

terça-feira, 23 de julho de 2013

Dez regras de ouro para avançar na liberdade em 2013

Tradução de Santiago Staviski 

Revisão: Cesar Ailson Barros
Promessas de Ano Novo geralmente são algo importante em um ano, mas são esquecidas no ano seguinte. Verdade suficiente para a maioria de nós, a maior parte do tempo. Então, quando 2013 começou, eu decidi pular essa parte das promessas de ano novo. Em vez disso, eu planejei trabalhar duro, mais e melhor esse ano, em nome de algo que não consigo imaginar a vida sem — liberdade.
Assim como a liberdade é indispensável para o progresso da humanidade, o futuro nunca é assegurado. Certamente, na maioria das frentes, está em debandada há anos – a chama de sua vela enfrenta furacões como a ignorância, a irresponsabilidade, satisfações de crto prazo e ganância por poder. Por isso é importante que aqueles de nós que acreditam na liberdade se tornem porta-vozes cada vez mais eficazes desse ideal.
As Regras de Ouro
Para isso eu ofereço essa lista de 10 regras. Essas regras não têm nenhuma ordem específica a ser seguida. Então, caro leitor, eu deixo você decidir quais são as regras mais importantes. (Mesmo porque a lista não pretende ser a palavra final sobre o assunto, e eu também convido aos leitores adicionarem regras a lista).
1. Se motive. Liberdade é mais que uma feliz coincidência. É um imperativo moral, digno de cada grama de paixão que as pessoas boas possam reunir. Não é apenas ficar excitado com o ano eleitoral, ou responder sobre algum problema da vida. É sempre a diferença entre escolha e coerção, entre viver sua vida ou os outros vivendo ela para você (e às suas custas). Se a liberdade é perdida, talvez nunca possa ser recuperada na sua geração ou na de seus filhos e netos. Para resolver problemas evitando conflitos e aproximando pessoas não há pior caminho que a política e a força; e não há melhor caminho para liberdade do que a troca pacífica e a cooperação para florescer.
2. Aprenda. Mais precisamente, nunca pare de aprender! Para ser eficazmente persuasivo, não há nadamelhor do que dominar os fatos e as fundações. Conheça as nossas idéias para trás e para a frente. Ler ou ouvir economia, história ou filosofia nunca é demais para ser o melhor persuasor da sua vizinhança. Deixe a conversa fiada em adesivos para carros. Venha armado com substância, não com slogans.
3. Seja otimista. Estou cansado e desencorajado de ouvir derrotistas falando assim: “Acabou. A República está perdida. Não tem volta. Ferrou. Estou deixando o país.” Qual é o ponto dessa conversa? Certamente não é inspiradora. Pessimismo acaba terminando mau. Pessimistas só se desarmam e desestimulam os outros; ninguém ganha nada com isso. Se você verdadeiramente acredita que tudo está perdido, a melhor coisa a se fazer é esquecer que pode estar errado e deixar os otimistas liderarem a caminhada. (Isso significa deixar o pessimismo para trás).
4. Use humor. Até mesmo negócios sérios tem momentos de leveza. Tempere seus casos com humor e poderá torna-los mais atrativos, mais humanos. Se você não conseguir sorrir quando você estiver fazendo uma defesa de um caso para a liberdade, se você não pode evocar um sorriso ou uma risada da pessoa que está falando, então você está no caminho de perder a batalha. Humor quebra o gelo.
5. Levante questões. Você não tem que dar uma palestra para cada potencial ouvinte. Aprenda a destrinchar o método Socrático, especialmente se você estiver conversando com algum ideólogo estatista. Na maioria das vezes, essas pessoas que mantêm suas posições não porque eles estão bem familiarizados com o pensamento libertário e o tê-lo rejeitado, mas porque eles simplesmente não sabem o nosso lado. Uma linha habilidosa de questionamento muitas vezes pode levar a uma pessoa a pensar sobre suas premissas de formas que nunca haviam pensado antes.
6. Mostre que se importa. Tem sido dito que as pessoas não se importam com o que você sabe se não sabem com o que você se importa. Foque em pessoas reais para argumentar em favor da liberdade. Leis e políticas contrárias a liberdade produzem bem mais que apenas maus números, elas esmagam os sonhos de pessoas reais que querem melhorar suas vidas e as vidas daqueles que eles amam. Cite exemplos de como o Governo atravancou o caminho de pessoas reais mas não fique só no aspecto negativo: tente citar casos em que pessoas conseguiram seus objetivos ao obterem a liberdade para tentar.
7. Apele para superioridade moral. Liberdade é um dos arranjos socioeconômicos que demanda altos padrões de caráter moral. Não pode sobreviver se pessoas são largamente desonestas, impacientes, arrogantes, irresponsáveis, focadas somente no curto prazo e não tenham respeito à vida, direitos e bens dos outros. Esta verdade fala muito sobre a superioridade moral da liberdade sobre todas as outros “sistemas”. A humanidade é composta de indivíduos únicos, não é um coletivo disforme a ser comandado por elitistas que se imaginam nossos mestres e planejadores. Qualquer arranjo que coloca nossas vidas distintas em um liquidificador coletivista é uma ofensa moral. Utilize este argumento para atacar o coração do caso de qualquer adversário.
8. Desenvolva uma personalidade atraente. Um libertário que conhece todos os fatos e teorias ainda pode ser repulsivo e ineficaz se ele é condescendente, vingativo, grosseiro, bruto, hipócrita, ou muitas vezes se está em modo de “ataque”. É por isso que clássico de Dale Carnegie, “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, deve estar na lista de leitura de cada libertário . Você quer mudar o mundo ou apenas bater o seu peito? Conversar com outras pessoas ou falar com você mesmo? Maneire na negatividade! Alguns libertários apenas falam de más notícias. Estas são as pessoas que vêem nada de bom acontecendo em lugar algum. Esta atitude surge como se eles estão dizendo a você: “Pare de se divertir. A única boa notícia é que não há nenhuma. Se você acha que é uma boa notícia, vamos lhe dizer por que não é.” Essa atitude pega mal e raramente ganha convertidos. Heróis e histórias heróicas estão à nossa volta, não os ignore resistindo sempre nas histórias sobre canalhas e as decepções.
9. Não exija a total e imediata aceitação. Você já se deparou com um libertário para o qual se você não confessar todos os seus pecados e se arrepender intelectualmente, você é um pária? A história do progresso nas idéias fornece poucos exemplos de pessoas que estavam erradas sobre tudo se transformarem em um pulo para pessoas que estão certas sobre tudo. Devemos ser pacientes, convidativos e compreensivos. Saiba quando as rachaduras estão aparecendo na parede de um oponente e lhe dê espaço para derrubá-la ele mesmo. Lembre-se de que todos nós temos pontos de vista hoje que não aceitávamos no passado. Nenhum de nós saiu do ventre com uma cópia de “O Caminho da Servidão” em nossas mãos.
10. Faça aliados, não inimigos. Um punhado de libertários enclausurados, ineficazes -mas muito barulhentos- fantasiam-se árbitros da fé. Eles se comportam como se o maior inimigo não fosse aquele que não abraça nenhum dos preceitos libertários, mas aqueles que abraçam alguns dos nossos preceitos, mas não todos. Então, quando eles encontram um libertário companheiro que já teve diferentes pontos de vista, ou é ortodoxo em um problema ou dois, eles começam a difamá-lo. Isso os faz sentir bem, mas prejudica a causa maior. Se dissermos que queremos fazer do mundo um lugar melhor, mais libertário, não podemos torná-lo desconfortável para qualquer um a ser mover na direção certa.


LAWRENCE W. REED
Lawrence W. (“Larry”) Se tornou presidente da FEE em 2008. Antes disso, ele foi um dos fundadores e presidente por 20 amos do Centro Mackinac de Políticas Públicas em Midland, Michigan. Ele também ensinou Economia em tempo integral e presidia o Departamento de Economia da Northwood em Michigan de 1977 até 1984.

Regulação estatal dos Cartões de Crédito e Débito para estabelecimentos comerciais

Segundo o art. 1º da Portaria n. 118/1994 do Ministério da Fazenda, não pode haver diferença de preços entre transações efetuadas com o uso do cartão de crédito e as realizadas em cheque ou dinheiro. O estabelecimento comercial não é obrigado a aceitar pagamento com cartão de crédito, mas, se o fizer, não pode impor valor mínimo para compras, já que seria visto como “pagamento à vista”, igualando-se a outras formas de pagamento.
Contudo, deveria sim poder escolher valor mínimo, caso ele desejasse. O motivo é bastante claro: se o dono do estabelecimento passar 1 real no cartão de crédito, as taxas de compras feitas no cartão de débito geralmente custam 2,4%, e compras feitas no cartão de crédito geralmente custam 4,2%. Compras parceladas em mais de 6 vezes geralmente custam 4,8% (observe que é uma taxa sobre o valor total da venda, e não uma taxa sobre cada parcela). Novamente, esses valores podem ser negociados dependendo do seu volume de vendas, mas para isso é necessário primeiro gerar essas vendas, ou seja, você deve usar o terminal por um tempo, e ainda existe a taxa de aluguel do terminal que representa um custo fixo variável entre R$ 0 (de graça) e R$ 140, dependendo do modelo do terminal (sem fio é o mais caro). E se muitos começarem a fazer isso (passar compras com valor muito baixo), o estabelecimento irá começar a ter prejuízo e não terá outra opção a não ser não aceitar mais cartões, e dessa forma o cliente e o dono do estabelecimento saem perdendo.
Isso torna-se problema maior ainda para pequenos empreendimentos, vejamos o porquê. Se um estabelecimento pequeno fosse livre para fixar um valor mínimo para passar o cartão, eles podiam compensar as taxas, e cada vez estabelecimentos menores poderiam aceitar e usar os serviços de cartões, beneficiando pequenos empreendedores, pequenos estabelecimentos e principalmente os consumidores.
Mais uma regulação estatal estúpida que fere a propriedade do estabelecimento e o livre-acordo entre as partes.





quinta-feira, 18 de julho de 2013

para traduzir: http://townhall.com/columnists/thomassowell/2013/07/05/the-mindset-of-the-left-part-iv-n1631812

quarta-feira, 17 de julho de 2013

De: mim/ Para: Eu.

    É bíblico, deve-se amar o outro. Mas e quando esse "alter" é chato, é ruim, incoveniente, quando não, um safado. Pois bem, é bem verdade que o homem, como animal que é, tem instintos de autopreservação (egoístas mesmo). Ele  nasce sozinho, mas logo cedo, em sua infância, é posto numa sociabilidade. Ele é POSTO, ressalte-se. Não é característica intrínseca à sua natureza. Já daí é possível notar que, para além do seio materno, o homem é condenado a se socializar. E o faz, mas não com facilidade, não é difícil ouvir por aí aquela velha frase:"Amigos, eu conto nos dedos" ou alguém se lamentando por seus amigos o terem abandonado.A grande verdade é que o homem não suporta o outro. E aqui clamo por Pondé: "Amar seu semelhante é muito difícil; o mau-caráter acha uma saída a esse impasse amando a humanidade abstrata, fingindo-se de bom." 

   Uma pessoa não é avaliada pelas suas qualidades e sentimentos interiores, mas sim pelos seus atos. Não importa se você é o mais inteligente da sala, se você não tira as melhores notas ou se sobressai de alguma forma. São suas atitudes que irão lhe definir, nossos talentos e capacidades só são úteis porque há outros para reconhecê-los, ora, não faz sentido nenhum  um escritor dedicar horas à confecção de um livro apenas para orgulhar-se de si mesmo e deixar a obra escondida numa gaveta. Este escritor, provavelmente, irá querer, no mínimo, que outros o leiam, pois só assim terá o retorno que almeja. Ou ainda, do que adiantaria um grande atleta de futebol que só se interessa em disputar partidas amadoras?
   E são atitudes egoístas, como as descritas acima, que mais trazem bem a uma certa coletividade: quem irá se beneficiar de mais livros disponíveis à leitura do que os seus leitores? E quem irá se beneficiar dos talentos e gols marcados por um excelente atleta, do que sua equipe e seus torcedores? Porém, o contrário não se comprova: sempre que se preza antes uma coletividade do que a seus indivíduos, o que se vê são resultados frustrados e frustrantes. Pois, quem assim pensa, projeta coisas muito grandes e boas e executa coisas pequenas e ruins. Um bom exemplo é a paz mundial: não adianta você falar em paz mundial, e ser para os seus um semeador da violência. Ou então, querer salvar a todos da pobreza e da fome, mas não praticar, ao menos, um ato de caridade.

    Não é pecado pensar em si, como também não é gostar de ficar só, até porque é muito difícil encontrar pessoas interessantes, é muito difícil encontrar pessoas com quem seja prazeroso conversar mais tempo do que é normal, ou ainda aquelas com quem se converse mais de 5 minutos no telefone (exceto sua namorada), quando não impossível. A convivência é difícil, mas é só quando eu percebo que o outro é importante para mim, é que eu aprendo a ser tolerante com ele. 

    São poucas as pessoas, realmente, altruístas que prezam pelo interesse dos outros ao invés dos próprios; o certo é que a maioria das pessoas faz coisas visando interesses próprios, (mesmo os favores realizados a alguém; pois estes, na real, buscam, ao menos, uma aprovação, uma admiração, um carinho ou até um favor futuro). E, isso não é de todo ruim não saberia classificar o egoísmo como um vício ou uma virtude, sinceramente. Mas penso que é mil vezes preferível estar rodeado de pessoas egoístas do que de pessoas invejosas, pois os primeiros nunca pensariam em tomar o que é meu, já os segundos não teria tanta certeza.



terça-feira, 16 de julho de 2013

Vale o quanto pesa: quanto mais pesado o currículo, maior o salário? Nem sempre.

Começaram a postar no Facebook um troço assim:“Também quero Dilma!
Quero que todo formando em qualquer licenciatura seja obrigado a lecionar na rede pública por dois anos, recebendo a mesma bolsa que os médicos estão achando pequena: R$ 10.000, 00.
Pois 10 mil reais é muito mais do que ganha a imensa maioria dos profissionais em início de carreira. Um professor da rede pública nunca vai ganhar isso. É um valor mais alto do que é pago ao professor universitário concursado em início de carreira (que fez pelo menos 04 anos de graduação, com mais 02 de mestrado e mais 04 de doutorado, sem contar ainda com o pós-doutorado, mais uns 02 anos).”


Então vamos lá esclarecer e discutir esse assunto. Primeiro, não existe bolsa de 10 mil reais para os recém-formados (mas ainda não diplomados) que terão de atender no SUS. O valor de 10 mil reais é para os médicos já formados, diplomados e carimbados que quiserem participar do programa "Mais Médicos
" do governo federal. Esse mesmo SALÁRIO seria pago aos médicos estrangeiros que porventura venham ao Brasil (pelo que já vi, está difícil que médicos portugueses e espanhóis venham pra cá). O valor da bolsa para os recém-formados sequer foi definido, mas cogita-se que o valor fique entre 2.300 a no máximo 8 mil reais (isso nas regiões mais precárias). Muitos municípios pelo Brasil remoto já pagam salários mais elevados do que estes 10 mil, no entanto, os médicos não vão pra lá.

Um outro ponto interessante é esse de que o sujeito passou não sei quantos anos estudando e por isso merece ganhar X ou Y. Ora, não são os anos de estudo que definem o quanto o profissional deve receber. Há pedreiros ganhando mais do que professores simplesmente porque faltam pedreiros no mercado. Há outros fatores além da escolaridade que definem os salários.

Mas mesmo que fossemos considerar o tempo de estudo, não há carreira em que se estude mais do que a medicina. Atualmente, a graduação dura 6 anos. Tem-se mais 2 (ou 3) anos de residência em clínica médica e mais 1 ano de especialização. Só aí já se passaram 9 anos. Se o cara for para o mestrado ou doutorado, aí já viu, né?

Um ponto interessante nas discussões dessa natureza é o academicismo cartorial que sempre costuma dar o ar da graça. Do pós-graduado mundo afora cobram-se soluções. O pós-graduado brasileiro, no lugar das soluções, apresenta currículos e tempo de estudo.

Não há registro de vilarejos, cidades ou impérios construídos sem médicos, pedreiros, bombeiros, juízes, padeiros ou ferreiros. Talvez alguém imagine que lá nas cidadezinhas do interior do Acre as prefeituras andem precisando urgentemente de um doutor em Filosofia Escolástica ou Linguística com pós-doutorado em Harvard e queiram pagar-lhes 15 mil reais porque os caras estudaram muito e as escolas municipais estão precisando de professores que consigam dominar a obscura arte de alfabetizar as crianças na idade correta. Mas acredito que isso seja muito improvável.

domingo, 14 de julho de 2013

Menos armas legais=Mais homicídios.

  OS DADOS SE COMPROVAM! Hoje vi um ranking dos registros de armas de fogo a cada 100 mil habitantes por estado que saiu no Campanha do Armamento, verifiquei e vi que Alagoas, meu estado que, infelizmente, é conhecido por sua violência, ocupava uma das últimas colocações. Então, resolvi fazer uma comparação entre os dados do tal ranking de registro de armas com outro ranking, o de homicídios por estado, em mesmas circunstâncias: a cada 100 mil habitantes. O que constatei foi que os dados quando comparados possui uma relação quase que inversamente proporcional, ou seja, nos estado em que há mais registros de armas de fogo há menos assassinatos. Portanto, o que pode-se concluir dessa análise é que garantir armas de fogo ao cidadão não vai aumentar a violência, mas sim a segurança pública. A maioria dos homicídios não é cometido por armas registradas, mas pelas clandestinas. Independente de opiniões, os dados falam por si.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Quando a prosperidade privada chega a quem mais precisa

Minha mãe, embora não seja paraense, mora no sudeste do Pará e, numa entusiasmada ligação revelou que a Vale está atraindo trabalhadores de vários locais para o município de Canaã dos Carajás (PA) com pouco mais de 29 mil habitantes, cujo contingente populacional atingia cerca de 6 mil habitantes em 2000, mas passou de 25 mil já em 2003, devido às oportunidades de emprego.
Mas não é só isso, a empresa oferece, inclusive, serviço médico, odontológico e outros para o funcionário e sua família. Desse modo, médicos trabalham no interior do país, pois neste caso a iniciativa privada garante o que o SUS não pode oferecer.
Mas tudo isso é possível porque a companhia hoje é uma gigante na mineração, atua em mais de 30 países, com capital aberto operando nas bolsas de Paris, São Paulo, Nova York, Hong Kong e Madri.
A empresa líder mundial na produção de minério de ferro – só em 2012 contabilizou-se 320 milhões de toneladas do mineral – investiu ano passado 1,342 bilhões de dólares, 63,7 milhões de dólares só em educação, onde oferece qualificação para seus futuros funcionários.
Ano passado a Fundação Vale qualificou 1.337 trainees, 76% deles foram contratados, a empresa arrecadou no mesmo ano lucro líquido de 22,2 bilhões de reais, num ano no qual os preços dos minerais de um modo geral caíram. São 195,6 mil empregos gerados e a prosperidade para os chamados “rincões” do Brasil.
É impressionante constatar o que a iniciativa privada pode fazer, quando privatizada em 1997, a empresa lucrava anualmente cerca de 500 milhões, enquanto que num ano de crise como 2012, o rendimento bruto chega a mais de 22 bilhões. Aumentará substancialmente com a iniciativa do governo chinês em colocar 250 milhões de pessoas da zona rural nas cidades, a demanda por minerais para a construção civil crescerá de forma formidável.
Se há alguma dúvida de que a busca pelo lucro melhora a qualidade da vida das pessoas sem precisar da falha assistência do governo, vai lá a Canaã dos Carajás conhecer como anda a geração de emprego, a educação e o crescimento econômico realizados pela iniciativa privada, por gente que leva gente a prosperar de verdade.









segunda-feira, 8 de julho de 2013

Voto em Lista Fechada e Financiamento Público das Campanhas Políticas são isso tudo que a Superinteressante ~desenha~ como soluções para nosso sistema político?



Em geral o vídeo chama por uma maior participação popular [ou seja, de todos nós] na vida política. O que é [super]interessante. Mas, o que pode parecer ser um vídeo descolado sobre cidadania e política na verdade saiu mais como uma tentativa de justificar e tornar aceitáveis duas das mais nefastas propostas de engabelação geral e incluí-las na tão esperada "reforma política" que moralizará e dará[será?] um prumo decente à nossa política.

A primeira das teses, a de que o "voto em lista fechada", seria justificado pois políticos não apresentam idéias ou projetos [daí serem esquecidos] MAS os partidos sim é uma conclusão precipitada, pois se a maioria dos políticos não nos apresenta propostas que REALMENTE tenham sido estudadas em seus pormenores, os "nossos" partidos, a grandíssima maioria, também não agem assim. Talvez os mais radicais comunistas tenham esse tal "conteúdo programático" que será seguido à risca e que seu eleitor conhece de cor, mas [graças a deus rsrs] é uma minoria da minoria, além desse tipo de engajamento em Partidões Comunistas Centrais ser vastamente conhecido e devidamente repudiado por qualquer pessoa que tenha um real apreço pela democracia e sua estabilidade institucional [não confundir com estabilidade para os OCUPANTES dos cargos políticos]. Então, o voto em lista fechada vinda de nossos ~coerentes~ partidos [vão acabar as coligações esdrúxulas, por acaso? cês juram, né?] é uma melhor solução do que votar em algum político que a pessoa conheça e que se salva num vasto mar de M? suspeito que não.

A proposta seguinte ~se desenha~ a partir do ponto em que é insinuado que o salário de 26 mil é alto ~mas não é de marajá~ e que o problema mesmo são os benefícios para custeamento da ~otoridade~ serem – AR-RÁ!!!- utilizados para os mesmos parlamentares pagarem a grupos de interesses que financiaram sua campanha ~privadamente~, o que é somente um gancho que os leva a sugerir que o FAMIGERADO ~financiamento público de campanha~ será a maravilhosa solução encontrada para terminarmos com essa promiscuidade toda. Proponho um exercício: se feita a conta de quanto gastamos com o custeamento de nossos legisladores [vamos contar os ministérios e secretarias do poder executivo?] e quanto foi diretamente desviado em contratos e licitações [pode até usar os números só dos que foram pegos em operações da PF ou dos MPs como parâmetro] acho que o grosso mesmo da grana não é o dessas benesses. O buraco é bem maior do que isso. 


Aliás, é um sistema em que temos um monte de gente que já faz maracutaia para a simples, porém fundamental e que acaba sendo injustamente tirada de pessoas honestas, posição de CANDIDATO [é dificílimo e maracutaias rolam para uma simples[?] candidatura a vereador]. E, caso esse novato consiga ultrapassar esse "filtro" partidário e, além disso, passar a ser favorito ou sequer a ter alguma relevância por, quem sabe?, começar a mexer em algumas feridas de nossa instituição política, ~caciques locais~ ainda darão um jeito de alijá-lo do processo eleitoral. O que faremos, então? Simplesmente desviar MAIS dinheiro público diretamente para esses tais ~financiamentos de campanhas~? Então vão parar com o ~pequeno~[uma das estapafúrdias linhas da defesa na AP 470] delito de “caixa 2”? Conta outra! Então além de nós sermos obrigados a perder um domingo para votar em filas intermináveis e tumultuadas, ainda seremos obrigados a FINANCIAR o processo todo para evitar que os tadinhos dos candidatos se submetam às terríveis pressões de agiotas e empreiteiros ávidos por conseguirem um esquema com os cofres públicos ATRAVÉS dos nobres que forem eleitos e, coitados, serão reféns do inescrupuloso ~corruptor~. Parece que está incompleto o ~desenho~ da situação, além de minimizar o foco no CORRUPTO. Quase deu pena desses "vendidos".

Resumindo: não dá para concordar com nenhuma das duas principais propostas ~desenhadas~ no vídeo, e os motivos são vários para que achemos que, ao contrário, elas serão um retrocesso maior ainda.

SMTT diz que não vai regularizar transportes clandestinos

Notícia: http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=344453&e=13


“Não tem possibilidade alguma de se regularizar esse tipo de transporte em Maceió. Eles são totalmente irregulares e já haviam sido avisados que, no dia primeiro de julho, seriam iniciadas operações de fiscalização para barrá-los. Os agentes estão autorizados a apreender o veículo clandestino e a estipular a multa. Quem não se adequar aos padrões e deixar de rodar irregularmente não vai ter o carro devolvido." (SMTT)

Claramente, esse órgão (SMTT) não está a serviço da população e sim a serviço do cartel, criado pelo estado, das empresas de ônibus amigas do governo. Observem quando ele diz: "quem não se adequar aos padrões e deixar de rodar irregularmente, não vai ter o carro devolvido”. Ou seja, se eles não pagarem as suas taxas absurdas e regulações inúteis, eles simplesmente vão roubar o seu carro. 

O  superintendente da SMTT disse ainda que vão prender e multar, tudo em nome da segurança dos cidadãos, como se as pessoas que utilizam o transporte clandestino estivessem sendo enganadas ou não conhecessem os possíveis perigos do transporte (que, diga-se de passagem, são os mesmos de qualquer outro). 

Contudo, o que se vê é apenas o mercado em funcionamento através de trocas livres e voluntárias. Utilizam da falácia da legalização como se essa ação resolvesse alguma coisa. Existe em Maceió algum transporte mais inseguro do que o ônibus? Não há melhor exemplo que os frequentes assaltos. 

Como um colega meu disse uma vez, a respeito de um funcionário (como esse da entrevista) da SMTT: "pior ele, que deve ser achar um baita herói e cidadão moral, caso não seja um pau de galinheiro como é comum nesse emprego". Com toda certeza esse "herói" da fiscalização é mais um estatista que está a “desserviço” da população, e quer que continuemos a usar o transporte aprovado (e cartelizado) pelo governo. 

A SMTT e o governo não querem a população livre para escolher o melhor para si ou o transporte mais barato, eles a querem refém do transporte que eles escolherem, e caso alguém tente oferecer transporte mais barato, ou usar esse transporte "irregular", é nada mais que um criminoso aos olhos do estado. 

Prova disso é que se alguém oferecer uma carona a um amigo e ele der R$ 5,00 em troca para "ajudar na gasolina", a pessoa também estará praticando uma atividade ilícita, estará fazendo transporte irregular visto que não tem a permissão deles para realizar essa troca voluntária. Com isso em mente cito Ayn Rand:
"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada."

Ninguém deveria ter que pedir autorização para trabalhar honestamente à essa inútil SMTT, pois ela tem como único interesse proteger as empresas de ônibus amigas do governo da livre concorrência, que baixaria os preços e aumentaria a qualidade do transporte. 


Concluo com o seguinte comentário de Rothbard, no livro Governo e Mercado, sobre a exigência de licenças para trabalhar:

"As licenças restringem deliberadamente a oferta de trabalho e de empresas nas ocupações licenciadas. Várias regras e requisitos são impostos para trabalhar no ofício ou para entrada em um determinado ramo de negócios. Aqueles que não conseguem preencher os requisitos têm a entrada impedida. Além disso, aqueles que não conseguem pagar o preço da licença têm a entrada barrada. As altas taxas de licenciamento põem grandes obstáculos no caminho dos concorrentes com pouco capital inicial. Visto que uma licença sempre restringe a entrada em um campo, ela sempre diminui a oferta e aumenta os preços, ou salários. A razão pela qual uma concessão de monopólio para uma empresa nem sempre aumenta o preço, é que as empresas sempre podem expandir ou restringir a produção à vontade".

domingo, 7 de julho de 2013

CLÁSSICA ALAGOAS LIBERAL

O nome do Blogue passa a ser "Alagoas Liberal". Algum voto vencido?  [é brincadeira: críticas, obviamente, serão bem-vindas]